sábado, 19 de junho de 2010

A canção do tempo...



O vento sopra, enfadonho
Triste pelas curvas que faz
Silencioso e perpétuo
Acaricia os corpos
E os corpos se deixam tocar

As folhas dançam
Na música silenciosa do vento
Que canta a canção do tempo
Em árduas notas dissonantes
Mas tocante

Faz esculturas nas nuvens
Desenha nas dunas de areia
E nas ondas do mar
As formas mais abstratas
Aleatoriamente inexatas

Leva amores, sabores,
Flores de todas as cores
E segue seu caminho, enfadonho
Triste pelas curvas que faz
Silencioso e perpétuo

Um comentário:

Tiabetok disse...

""Triste pelas curvas que faz""

muito a sua cara isso...bem los hermanos (rs)
gostei muito...